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Xô exclusão! Viva a transformação!

 

Celica Vebber

Daiane Zito

Elaine Silva

Jardene Soares

Jéssica Silva

Juliana Henrique

 

Jesus, homem, preto, pobre e judeu. Com os pés firmados num chão, Onde o imperialismo o poder detinha. De variadas culturas e religião, Aprendeu os hábitos da cultura judaica, Que tinha uma superioridade arraigada E era interpretada como privilegiada. Mas mesmo nessa estrutura inserido, Trilhou um caminho alternativo
E de bastante resistência.

 

No atual contexto,
Onde a imagem de Jesus foi embranquecida,
Pela remota interpretação descontextualizada do Império Romano, Composto por homens, brancos, ricos, Heteronormativos e tornados “cristãos”.
Tais pessoas constituem a parte privilegiada
E utilizam desta imagem para fundamentar misoginia, racismo, homofobia, conservadorismo, entre outros...
Mas nos ensinam Têmis e Afrodite,
Que a/s luta/s por dignidade humana,
Devem transpor qualquer fronteira e ser coletiva.

O espírito maligno da exclusão social,
Que assola mulheres,
LGBTQIA+, pretas, periféricas,
Trabalhadoras sexuais e domésticas,
Nordestinas, camponesas,
Homens pretos e pobres.
São libertadas toda vez que,
Com coragem, Têmis o sistema questiona.
E provoca a libertação de Afrodite, sua filha,
Que a todos os corpos terrestres, espirituais e celestiais representa.

Os espíritos opressores do capitalismo, Colonialismo e patriarcado. Podem ser rompidos,
Toda vez que, com ousadia, Têmis dialoga e questiona

As estruturas de dominação. Mostrando que através da sua própria palavra... Até mesmo o ‘filho de deus’,
Pode aprender com Ela,
E ter o seu sentir, pensar e agir transformados.

Têmis com sua sabedoria humana-divina,
Utiliza o diálogo como estratégia de mudança,
E é através da troca estabelecida,
Que Jesus tem a sua visão transformada,
Pois ao invés do ‘pão’ ser apenas do seu povo
Para Têmis o direito ao ‘pão’
É de todos os seres vivos uma necessidade básica.
Jesus tem a sua fala desconcertada por Têmis ao ser questionado, Aprendendo que as relações, inclusive as de gênero, Precisam ser igualitárias.

As situações de vida nos ensinam,
Que todas as pessoas precisam se posicionar, Seus pontos de vista apresentar
E das possíveis prisões se libertar
Para assim sua visão de coletividade ampliar. Palavras que libertam e (i)limitam
A todas as pessoas envolvidas
Neste caso, Têmis, Afrodite e Jesus, Ainda nesta vida.
Para o bem viver revolucionar.

Neste chão de muitas dores,
De muitos clamores e amores,
Na divina mãe Terra.
Há conflitos humanos, Individuais e coletivos,
Pessoas e regiões diversas,
Mas oxe! Deixe de frescura! Porque o chão e o ar é o mesmo Para todos e todas com diligência,
O que revela a nossa interdependência.

A luta por justiça,
Por relações mais igualitárias, Humanas e libertadoras
Não é apenas das mulheres
Ou de uma cultura/religião determinada. É uma trilha coletiva,
De homens e mulheres, Natureza e humanidade.
Partes de um todo,
Partes complementares.